sábado, 15 de novembro de 2008

Aves Nacionais

Aves Nacionais de outros países

Na mitologia grega as aves tiveram importância extraordinária e os povos antigos tinham aves que eram literalmente adoradas. As aves típicas de cada região do mundo se identificam com as populações, com seus costumes e suas crenças. Elas acabam fazendo parte da cultura e das crenças de muitos países.

Cada nação, entre seus símbolos nacionais - como o Hino e a Bandeira - têm também uma ave típica para representá-la. Uma espécie de ave, que pela beleza e pela característica da região, se entranha no espírito de sua gente. Assim, por exemplo, a Andorinha (Hurunda rústica) é a ave nacional da Áustria, pois essa andorinha é a expressão da liberdade de seus poetas e músicos.

A Cotovia (Alauda arvensis) que canta lidamente em pleno mergulho, é a ave nacional da Dinamarca. O Uruguai tem no Federal (Amblyramphus holosericeus) sua ave nacional, pois é uma ave que a cabeça vermelha como um soldado em alerta na guarda de suas terras. A ave nacional da Argentina é o nosso João-de-Barro, lá conhecido como Hornero (Furnarius rufus) pois sabe se proteger do vento minuano e de inverno rigoroso construindo seu ninho de barro. A ave nacional da Alemanha é a Cegonha (Ciconia ciconia) e da Grã-Bretanha é o Robyn (Erithacus rubecula) que inspirou com seu canto Shakespeare em Romeu e Julieta. Assim, cada país tem, desde há muito, sua ave nacional, fato que o Brasil só conseguiu agora em outubro de 2002.

Segundo Jacques Viellard, professor da Unicamp e membro da Academia Brasileira de Ciências, a escolha do Sabiá como Ave Nacional foi a melhor. O Sabiá é muito popular e bem conhecido por seu canto maravilhoso. Este canto bem variado ilustra a alma brasileira: alegre ou cheia de saudade. Fonte:http://www.ecoviagem.com.br/fique-por-dentro/noticias/ambiente/brasil-comemora-dia-da-ave-oficializando-o-sabia-como-novo-simbolo-nacional-3242.asp

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Song of Exile (Cancao do Exilio) by Antonio Goncalves Dias translated from Portuges by Alexandre Duboc



*Brazilian Nacional bird sabiá  (Turdus rufiventris)

Song of Exile (Cancao do Exilio) by Antonio Goncalves Dias translated from Portuges by Alexandre Duboc

In my Homeland there are  palm trees.

Where the Sabiá* sings;    

The birds warbling here

Don't sing as they do there.

 

Our sky have more stars,

Our meadows far more blooms,

Our forests have more life,

Our life has much more love.

 

When I’m thinking about, alone, at night,

I find more pleasure there;

There are palm trees in my country

Where the Sabia sings.

 

My country has a loveliness

That I don't find here;

When I dream -- alone, at night --

I find more pleasure there;

There are palm trees in my country,

Where the Sabia sings.

 

May God not let me perish

Without going back there;

Without knowing the loveliness

I cannot find here;

Without a glimpse of palm trees

Where the Sabia sings.                           


Canção do exílio
 

 

 

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.  

 

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